sexta-feira, 19 de junho de 2015

JERRY WALLS SOBRE CALVINISMO



Por Steve Hays

            Jerry Walls é um importante filósofo arminiano. Aqui ele corrige uma objeção popular ao Calvinismo:

“Às vezes é pensado que o Calvinismo ensina que Deus nos força a fazer coisas contra a nossa vontade ou nos compele contra nosso desejos. Porém, este é um mal entendimento do calvinismo. Olhe novamente a passagem acima. Ela diz que Deus ilumina as mentes dos eleitos, que ele renova suas vontades, muda seus corações, e assim por diante. Consequentemente, Deus não causa os eleitos a agir contra suas vontades, antes, ele muda suas vontades de modo que quando eles vem a Cristo, eles fazem assim de bom grado. Para ter certeza, eles não poderiam fazer o contrário — que é o que faz a graça irresistível – mas uma vez que Deus os mudou internamente, eles não querem fazer o contrário. Eles fazem exatamente o que eles querem fazer. Eles são ao mesmo tempo determinados e livres, no sentido de que eles fazem o que eles querem fazer. Deus os causa a ter fé e desejos que eles tem, e eles agem de acordo com aqueles desejos.”


Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


quinta-feira, 4 de junho de 2015

CALVINO, SERVETO E ARMÍNIO



Por Stve Hays

            Arminianos tipicamente criticam o papel de Calvino na execução de Serveto. E eles usam isto como uma tática culpa-por-associação. Mas isto levanta uma questão interessante.

            Armínio estudou em Genebra. Na verdade, ele estudou sob Beza - o sucessor escolhido de Calvino.

            Além disso, eis aqui o que a Confissão Belga tem a dizer sobre os deveres do magistrado civil:

            “O ofício do governo não é apenas cuidar da ordem pública e zelar por ela, mas também proteger o santo ministério, com vistas a remover e destruir toda idolatria e falsa adoração do Anticristo; promover o reino de Jesus Cristo e a pregação do evangelho em todo lugar, para que Deus seja honrado e servido por todos, como ele ordena na sua palavra” (Artigo 36).

            Não é esta uma receita para a perseguição de hereges? Como um ministro reformado holandês e professor de teologia, não é Armínio cúmplice naquele sistema?

Comentários posteriores de Steve Hays:

“Eu sei que é difícil para arminianos ser lógicos, mas tente. Não havia separação da igreja e estado no século 17 na Holanda. Era uma teocracia. Armínio era ambos um empregado da igreja assim como um empregado do estado. Ele foi portanto cúmplice nas políticas da igreja e do estado que ele voluntariamente serviu. Isto não é difícil de entender. Tente novamente.”

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


segunda-feira, 1 de junho de 2015

ABIMELEQUE O FANTOCHE E O DEUS NÃO AMOROSO DO ARMINIANISMO



Por Mr. Fletcher


           Deus, porém, veio a Abimeleque em sonhos de noite, e disse-lhe: Eis que morto serás por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido. Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela; por isso disse: Senhor, matarás também uma nação justa? Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela também disse: É meu irmão. Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos tenho feito isto. E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la. (Gênesis 20.3-6)

            O pobre Abimeleque provavelmente pensou que ele livremente se absteve de tocá-la, pensou que ele poderia ter tocado ela mas não tocou. Abimeleque poderia ter realmente pensado que seu futuro em relação a Sara fosse um jardim de caminhos que se bifurcam. Sua crença do senso comum não correspondia à realidade, porém; na verdade, ele deixou de ser um agente moral neste momento. Neste momento Deus ontologicamente transformou a pessoa de Abimeleque, protegendo-o com cordas e controlando-o via “providência meticulosa, retentiva”. Neste momento, tornou-se um fantoche.

            O que é mais lamentável para alguns teólogos é que parece que Deus pode guardar as pessoas de pecar sem criar um “mundo massivamente diferente” do que nós vemos agora. Ou ele violou o livre arbítrio libertário de Abimeleque fazendo o que ele fez, ou ele não fez. Se ele fez, ele era capaz de fazer tão conspicuamente (contrária a afirmação de alguns apologistas arminianos). Se ele não fez isto, então por que o Deus arminiano não faz isto com mais frequência? Ele pode guardar Abimeleque de pecar contra Deus e de tocar Sara enquanto não guarda David Westerfield de pecar contra Deus de tocar em Danielle Van Dam? Deus amou Sara mais do que Danielle? Ele gostou mais de Abimeleque do que de Westerfield? Que amor é este?

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino