sexta-feira, 27 de março de 2015

INFERNO ROBÓTICO



Por Steve Hays

            No facebook, Jerry Walls disse:

“Para mim é tão claro como qualquer intuição moral que eu tenha de que nem mesmo um Deus bom, muito menos um Deus perfeitamente bom, poderia determinar que as pessoas pecassem e então as enviasse para a miséria eterna pelo pecado delas.”

            Vamos comparar isto com outra intuição arminiana: o calvinismo reduz os seres humanos a robôs. 

            Vamos conceder ambas as intuições para o propósito do argumento. Agora vamos combiná-las.

“Para mim é tão claro como qualquer intuição moral que eu tenha de que nem mesmo um Deus bom, muito menos um Deus perfeitamente bom, poderia determinar robôs a pecar e então enviá-los para a miséria eterna pelo pecado deles.”

                O problema é que é difícil ver como estas duas afirmações se entrosam. Presumivelmente, arminianos pensam que robôs carecem de uma ou mais propriedades humanas essenciais. Robôs não são pessoas reais. Para serem pessoas reais, eles devem ter agência moral. E agência moral requer livre arbítrio libertário. Para serem pessoas autênticas, eles devem ser livres para escolher ou recusar amor. Na verdade, de acordo com arminianos, apenas agentes livres podem verdadeiramente pecar.

            Mas se robôs não são pessoas reais, então o que há de tão ruim em determinar que elas façam o errado, e então enviá-las para o inferno eterno pela sua transgressão?

            O que eles fizeram foi objetivamente errado, mas não foi subjetivamente errado, pois eles carecem daquela dimensão subjetiva.

            Se um robô não é uma pessoa real, então você não pode tratar injustamente um robô. Ele é apenas uma máquina. Na melhor das hipóteses, uma máquina iludida. Ele pode presumir que é humano, porque ele foi programado para pensar isto, mas porque ele não é humano, ele nunca pode saber o que é ser humano. Ele carece de experiência humana de dentro pra fora.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino


quarta-feira, 25 de março de 2015

ROBÓTICA REFORMADA

Por Steve Hays

            Arminianos rotineiramente acusam calvinistas de fazer as pessoas robôs. Correndo o risco de divulgar um segredo comercial (informação secreta) — o qual eu fui jurado a esconder sob pena de morte — esta alegação é absolutamente verdadeira.

            Calvinistas são ciberneticistas. Arminianos são robôs. Nós inventamos os arminianos. Programamo-los para acolher a ilusão do livre arbítrio libertário. Como os agentes de Cylon programados para crer que eles eram humanos.

            Porque os arminianos inutilmente imaginam que eles têm livre arbítrio, isto na verdade os faz mais dóceis e satisfeitos com a existência servil deles como nossos escravos androides. Nós os fizemos para serem personagens que contrastam com os personagens maiores que são os calvinistas tornando as qualidades destes mais notáveis. Eles são brinquedos teológicos. É por isso que é tão fácil pressionar seus botões.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino



domingo, 22 de março de 2015

O DILEMA DO TEÍSMO ABERTO

Por Steve Hays

            O teísmo aberto sofre de um dilema maior. De um lado, ao entrar no problema do mal, teístas abertos apelam para a ignorância divina como um fator atenuante ou justificativo. Por exemplo:

“De acordo com o teísmo aberto, Deus soberanamente decidiu criar um mundo com criaturas libertariamente livres, uma vez que não há (não haveria) contrafactuais de criaturas livres para Deus conhecer e desde que, de acordo com os teístas abertos, a liberdade libertária é incompatível com o pré-conhecimento meticuloso, Deus não poderia saber com certeza antes do tempo que tipos de escolhas suas criaturas livres farão. Deus pareceria ser menos culpável por não impedir os males que ele não sabia antecipadamente que aconteceriam.”


            Por outro lado, teístas abertos afirmam que Deus pode antever o futuro com um alto grau de probabilidade. Por exemplo:

“Nós afirmaríamos o conhecimento compreensivo e exato de Deus das possibilidades do futuro — e, como já foi dito, da probabilidade gradualmente mudada de cada uma dessas possibilidades serem realizadas. E como a probabilidade de uma escolha ser feita de certa forma aumenta gradualmente com respeito à certeza, Deus sabe isto também, frequentemente, sem dúvida, antes que o próprio agente finito esteja ciente disto.” [W. Hasker, God, Time, and Knowledge (Cornell, 1998),  189.].
“Muitas profecias, na verdade, têm um caráter condicional, tais como: ‘Se uma nação não fizer tal e qual, então ela será destruída” (Veja Jeremias 18.7-10, por exemplo). Segundo, muitas predições proféticas são baseadas nas tendências existentes, que fornecem a Deus evidência suficiente para prever o futuro. (Hasker 1989, 195). (Hasker coloca a predição de Jesus a respeito de Pedro nesta categoria, a propósito). Finalmente, algumas profecias simplesmente revelam o que Deus já decidiu realizar no futuro (Hasker 1989, 195). Uma vez que as próprias ações de Deus no futuro são sua responsabilidade, é possível para Deus conhecê-las embora elas sejam contingentes, então é possível para as profecias revelá-las.”


            Na verdade, é um componente essencial da devoção religiosa dizer que Deus pode ser confiado para manter suas promessas.

            Na medida em que os proponentes acentuam a ignorância divina como um elemento distintivo e vantagem de uma teodiceia teísta aberta, eles reduzem a afirmação de que Deus pode precisamente antecipar o futuro e assim ser confiado a manter suas promessas.

            No sentido inverso, na medida em que os proponentes acentuam o alto conhecimento probabilístico de Deus do futuro, eles reduzem o apelo à ignorância divina para exonerar Deus em relação ao mal.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino





quinta-feira, 19 de março de 2015

PREDESTINAÇÃO SEM SENTIDO

Por Peter Pike

            Ao considerar o Arminianismo, há muita coisa que eu acho que simplesmente não faz qualquer sentido sobre ele. Na verdade, se eu tivesse quaisquer inclinações arminianas à esquerda, eu acho que eu seria um teísta aberto porque eu não considero muito o arminianismo como um todo consistente. Eu irei tratar apenas de uma área aqui: a predestinação absoluta no arminianismo.

            Agora, para o crédito deles, a maioria dos arminianos reconhecem a predestinação. É difícil negar dado as passagens como Romanos 8.29 e Efésios 1.5, 11 que na verdade usam a palavra “predestinados”. Mas eu tenho descoberto que arminianos de internet com quem eu tenho discutido tendem a fracassar em dois campos quando vem à tona a predestinação. O primeiro campo acredita que a predestinação é  o que Deus  faz quando Ele examina o que o futuro será e então decide fazê-lo assim. O segundo campo acredita que a predestinação é quando Deus seleciona por grupos (não indivíduos) para serem apontados para a salvação.

            Mas em nenhum caso a predestinação é de fato necessária ou útil. Por que Deus precisaria olhar através do tempo para declarar: “o que vai acontecer é o que vai acontecer” quando o que vai acontecer vai acontecer ainda que ele não olhe através do tempo? Aqueles que têm apresentado esta visão para mim estão decididos de que Deus não está executando nenhuma mudança ao predestinar o que acontecerá. Afinal de contas, o ponto todo de tal conceito de predestinação é evitar Deus de ser o fator determinante de quem é salvo e quem é condenado. Mas na verdade, este ponto de vista torna a predestinação como equivalente à presciência (pelo qual eu quero dizer a presciência da qual os arminianos tipicamente falam, não a visão reformada que leva junto ao aspecto do “conhecimento” a ideia de amor de Deus). Em resumo, o arminiano está dizendo que Deus prevê o que acontecerá e então predestina o que ele prevê, mas sua predestinação é simplesmente uma atualização de sua presciência. Isto é totalmente sem sentido aqui.

            Mas e quanto ao segundo campo que defende que o que Deus predestina são os grupos ou classes de pessoas? Uma vez mais, isto torna a predestinação desnecessária. Primeiramente, não há vantagem de predestinar uma classe de pessoas se você não está também predestinando os membros daquela classe. Por um lado, sem predestinar os membros você nem mesmo sabe se haverá quaisquer membros até que depois o tempo se desenrole (assim para preencher a classe, a versão arminiana de Deus vai ter de recorrer aos procedimentos desnecessários discutidos nos parágrafos anteriores a respeito da presciência). Por outro lado, o conteúdo do decreto não afeta as escolhas de ninguém (isto é crítico no arminianismo, pois Deus absolutamente não pode violar a liberdade sem destruir a responsabilidade, etc) e portanto este decreto pode simplesmente tão facilmente vir no final do tempo em vez de antemão. Finalmente, se tudo que a predestinação é resume-se a Deus dizer: “Eu vou tratar as pessoas que se encontram nesta condição específica nesta maneira específica” então qual é a diferença entre predestinação e a clara lei antiga? As leis de Deus especificamente dizem coisas como “Todo animal que tem unhas fendidas, mas cuja fenda não as divide em duas, e que não rumina, será para vós imundo; qualquer que tocar neles será imundo.” (Levítico 11.26). Isto é predestinação? E qual é a diferença entre dizer: “Se alguém tocar em animal impuro ele será impuro” e “se alguém crê em Cristo será salvo” em termos de estrutura de classe e grupos de pessoas?

            Assim, me parece que não há propósito para a predestinação no Arminianismo, embora haja versos usando este termo. Por que Deus faria algo totalmente sem sentido e irrelevante? Por que ele em vez disso não teria uma razão para a predestinação, assim como o calvinista vê?

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino



sexta-feira, 13 de março de 2015

ESTRATÉGIAS ARMINIANAS PARA FUGIR DE ROMANOS 9

Por Steve Hays

                Eu comentarei brevemente sobre este post:

“Romanos 9 é frequentemente o “texto de ida” dos calvinistas. Eles defendem que o texto trata da eleição para salvação — que Deus incondicionalmente escolhe salvar certos indivíduos, e que ele incondicionalmente rejeita e endurece outros. John Piper escreve que a interpretação calvinista de Romanos 9.11-12 foi o ponto que causou ele a se tornar um calvinista.
Arminianos chegam a uma conclusão diferente sobre Romanos 9. Nós defendemos que ele trata da eleição de Israel para servir os propósitos maiores de Deus.”


            Como se John Piper nunca tivesse encontrado esta interpretação alternativa, muito menos interagido com ela.

“Para entender Romanos 9, leia tudo de Romanos 9, juntamente com Romanos 10 e 11. Melhor ainda, leia o livro inteiro. O contexto maior é a chave para entender a passagem.”

            Porque teólogos e eruditos reformados do NT como John Murray, Thomas Schreiner, Vern Poythress, Frank Thielman e D.A. Carson nunca leram Rm 10-11 — muito menos o livro inteiro. Você não pode vê-los franzindo o cenho quando eles leem o princípio #1: “Por que eu não pensei nisso antes! Você quer dizer, Romanos continua na próxima página? Eu nunca pensei em virar a página!”[1]

“Ao ler a porção de Romanos 9 que soa calvinista, refere-se às passagens do Antigo Testamento que Paulo usa para sua argumentação”.

                Porque os estudiosos reformados como John Currid, Duane Garrett, Gregory Beale e Bruce Waltke nunca estudaram aquelas passagens do AT.

“O que quer que Romanos 9 signifique, não pode significar que Deus é um mentiroso, e não pode contradizer o significado claro de outras passagens da escritura.”

            Quando você perde os argumentos exegéticos, você ainda pode sair desta ocasião. Perceba como o princípio #3 invalida #1-2. Então por que não pular as formalidades e ir direto para #3? O arminianismo é uma tradição infalsificável.


Tradução: Francisco Alison Silva Aquino





[1] Obviamente, Steve Hays está sendo irônico em todas as suas réplicas. (Nota do tradutor).

sábado, 7 de março de 2015

MOLINISMO E LIVRE ARBÍTRIO LIBERTÁRIO

Por James N. Anderson

            Eu recebi a seguinte pergunta de um leitor:

“Olá”! Eu tenho seguido seus posts sobre molinismo, comentários e interações com JW Wartick em seu site. Eu peguei sua pergunta e perguntei ao meu amigo molinista e ele me deu uma resposta que parece bastante simples. A conversa segue-se da seguinte forma:

‘Eu quero ouvir seus pensamentos quanto à por que um molinista não poderia simplesmente responder à sua pergunta com o seguinte:

Calvinista: Dado que Deus decretou que S escolherá A em W1 é possível para S não escolher A em W1?

Molinista: Não, porque então teria sido um mundo diferente. S não pode escolher ~A em W1. Por isso o decreto de Deus não poderia estar errado.

Calvinista: Como isto não invalida o livre arbítrio libertário?

Molinista: Isto não invalida o livre arbítrio libertário porque S escolhe ~A em W2. A visão libertária do livre arbítrio não crê que você é livre se você pode escolher A ou ~A no mesmo mundo. Antes, nós cremos que deveria ser simplesmente possível escolher A ou ~A. Mas é claro que ambos estarão em dois mundos separados.

Livre arbítrio libertário não simplesmente significa que ele precisa ser possível para a ação ser diferente, mas esta possibilidade geraria um mundo diferente além de W1?

            Eu penso que esta resposta evidencia uma confusão sobre o que o livre arbítrio libertário envolve. Livre arbítrio libertário envolve mais que uma mera possibilidade de escolher (livremente) o contrário. Se S escolhe livremente A em W1, não é suficiente para o livre arbítrio libertário haver algum outro mundo W2 no qual S livremente escolhe ~A. Afinal, um compatibilista pode fazer exatamente a mesma afirmação! Eu creio que há mundos possíveis nos quais eu faço escolhas livres além das escolhas que eu faço no mundo real, mas isto não me faz um libertário sobre o livre arbítrio.

            Antes, o livre arbítrio libertário envolve a ideia de que é possível para S escolher livremente A ou não ~A exatamente nas mesmas circunstâncias. Colocando de forma mais precisa: se S escolhe A no tempo t em W1, então para S ter livre arbítrio libertário em W1 deve haver um mundo possível W2 no qual S escolhe ~A em t onde a história de W2 em t é idêntica à história de W1 em t. (Por uma questão de simplicidade eu estou deixando de lado a distinção, feita por alguns libertários, entre escolhas derivadamente livres e escolhas não derivadamente livres, uma vez que a distinção não é relevante para o ponto que está sendo feito aqui).

            Então a questão que eu coloco para o molinista é simplesmente esta: o decreto de Deus deveria estar incluído na história de W1?

            Se ele deveria estar incluído, então (assumindo a infalibilidade divina) não há mundo possível W2 (com uma história idêntica) no qual S escolhe ~A em t. Mas se ele não deveria estar incluído, eu gostaria que o molinista desse uma razão baseada em princípios e não falaciosa por que o decreto não deveria estar incluído. Pois isto me parece uma defesa especial para excluir, de todas as coisas, o decreto eterno de Deus — que é uma preordenação divina ativa, não um pré-conhecimento divino passivo — da história do mundo anterior às nossas escolhas (ou das circunstâncias nas quais nós fazemos nossas escolhas livres).

            Eu percebo que há muito mais a ser dito sobre esta questão. (Havia alguma discussão da questão nos comentários sobre o meu post original). Mas esta é minha resposta básica ao molinista citado acima. Sua réplica não dá uma resposta adequada porque ela não compreende o problema em primeiro lugar.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino



quarta-feira, 4 de março de 2015

SOBRE OS MUNDOS LIBERTÁRIOS TERRÍVEIS

Por Michael Almeida

            Considere um mundo moralmente perfeito w, que inclui apenas agentes livres libertários. Todo o mundo em w está agindo moralmente, ninguém está agindo imoralmente. S é o conjunto de todos os agentes em w, onde S: [a0, a1, a2, a3, a4..., an]. E A é o conjunto de ações dos agentes em w, onde A: [M0, M1, M2, M3..., Mn], onde “Mn” indica que o agente n realizou uma ação moral. Mas nós sabemos que as ações dos agentes em w são livres libertárias, então nós sabemos que as ações são totalmente independentes: a ação de ninguém é causalmente dependente (ou logicamente dependente, ou o caso contrário dependente) da ação de alguém mais. Do contrário, estas ações não são livres. Então, nós sabemos que há um mundo possível w’ onde o conjunto de ações são A’= [Im0, M1, M2, M3, M4,.. ., Mn], onde ‘IMn’ indica que o agente n realizou uma ação imoral. Em w’, um dos agentes escolhe agir imoralmente. Mas então, sobre as mesmas premissas, nós sabemos que há um mundo possível w’’ onde o conjunto de ações é A’’= [Im0, Im1, Im2, M3, M4,..., Mn]. Em w’’, três dos agentes escolhem agir imoralmente, o restante age moralmente. Nós sabemos que eles são livres para fazer assim. Mas então nós sabemos que há também um mundo possível wn onde An= [Im0, Im1, Im2, Im3, Im4,..., Imn}. Em wn todos os agentes decidem agir imoralmente. Isto é possível também, dado o libertarianismo. Mas nós conhecemos algo muito, muito pior.
            Nós sabemos que os agentes morais libertários podiam ter decidido realizar não simplesmente ações imorais, mas ações verdadeiramente horrendas, os piores tipos de ações. Então, há também um mundo wt no qual os agentes realizam ações moralmente terríveis, Tn. Há um mundo wt no qual o conjunto de ações está em At = {T0, T1, T2, T3, T4,..., Tn}. Se há um mundo possível wt no qual as ações são aquelas em At, então é possível que Deus realize um mundo possível no qual os agentes realizam as ações em At. Isto é, há mundos possíveis wt no qual Deus existe e ele cria apenas agentes moralmente terríveis todos os quais realizam apenas ações moralmente terríveis. Mas não é possível que um ser onipotente e perfeitamente bom realize wt. Há duas razões porque um ser onipotente e perfeitamente bom não pode realizar wt, com exceção do desvalor intrínseco de wt: (I) Deus não poderia ter realizado nenhum dos agentes terríveis e, mais importante, (II) é garantido ser um mundo wt (há na verdade grandes números de mundos wt) no qual os fatos contingentes relativos aos outros, não criados, os agentes são tais que, tivesse Deus os criado todos eles teriam sempre acontecido corretamente (isto é surpreendentemente não difícil de provar). Deus com certeza teria que realizar alguns ou todos aqueles agentes. As únicas conclusões plausíveis disponíveis são que o libertarianismo é falso ou Deus não existe. Teístas do curso deveriam ser movidos a concluir o libertarianismo é incompatível com o teísmo.
Tradução: Francisco Alison Silva Aquino