terça-feira, 30 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – Jo 10.26



Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.” (Jo 10.26)

            Para enfatizar, Jesus repete: “Mas vós não credes”, adicionando a razão para a incredulidade deles: “porque não sois das minhas ovelhas” (v. 26). Reintroduzindo a metáfora das ovelhas, ele revisita a parábola dos versos 1-5 e o discurso dos versos 7-18. Alguém poderia ter esperado: “vós não sois das minhas ovelhas porque não credes”, mas a formulação aqui está de acordo com a teologia do evangelho. Aqueles que não “creem” provam desse modo que eles não são das ovelhas de Jesus. Por trás de tudo há uma forte ênfase na eleição: aqueles que “creem” assim o fazem porque eles são das ovelhas de Jesus (veja o verso 16, “eu tenho outras ovelhas”), e seu presente do pai. (J. R. Michaels, The Gospel of John (Eerdmans 2010), 598)

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html

domingo, 28 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – Jo 6.44

“Ninguém pode vir a mim se o pai que me enviou não o trouxer. E eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6.44)

            As palavras são um corolário negativo para os versos 37 (“Todo aquele que o pai me dá virá a mim”) e 39 (“Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu”), e um eco da cautela de João aos seus discípulos três capítulos antes “o homem não pode receber coisa alguma se não lhe for dada do céu” (3.27). Aqueles que “vêm a mim”, Jesus diz, assim fazem porque seu pai “os atrai”, e por nenhuma outra razão. Eles são o presente de Deus para Jesus, e Jesus é o presente de Deus para eles. Jesus não está tanto convidando os judeus Galileus quanto fornecendo ao leitor do evangelho uma explicação do por que eles não viriam e não poderiam vir. Eles não vêm a Jesus porque eles não são “atraídos” ou “arrastados” para ele. O verbo usado é literalmente o de puxar uma espada (18.10) ou puxar uma rede cheia de peixe para o barco (21.6) ou para a terra (21.11). (J. R. Michaels, The Gospel of John (Eerdmans 2010), 385-86).

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – Jo 6.37, 39



Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.” (Jo 6.37, 39).
            Tanto aqui quanto em outros lugares na tradição do evangelho, Jesus responde à incredulidade com um apelo à divina soberania e a divina eleição. É neste quadro da soberania e eleição que Jesus mantém a declaração universal que “aquele que vem a mim eu jamais o lançarei fora.” As palavras “jamais lançarei fora” são simplesmente tão enfáticas e finais quanto “jamais terá fome” ou “jamais terá sede” (v. 35). No entanto, elas não fazem sentido para o universalismo. Não há “quem quiser” indiscriminado, como na velha canção gospel. Aqueles que “vêm a Jesus” são aqueles que o pai o deu, e ninguém mais. Na promessa de nunca “lançar fora” aqueles que vêm, Jesus está simplesmente obedecendo ao pai ao aceitar o dom do pai. Ele confirma um princípio primeiro previsto por João de que “uma pessoa não pode receber nada se não lhe for dada do céu” (3.27). O corolário é que uma pessoa deve receber fé que é dada do céu, e este Jesus promete, enfaticamente, e sem qualificação, fazer.

            Se ele fosse agora rejeitar aqueles que vieram a ele em fé genuína, ele não apenas estaria negando a eles a salvação, mas ele “perderia” aquilo que seu pai queria que ele tivesse. A perda deles seria a dele também. (J. R. Michaels, The Gospel of John (Eerdmans 2010), 377-79).

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – IS 46.10-11



que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; chamando do oriente uma ave de rapina, e dum país remoto o homem do meu conselho; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei.” (Is 46.10-11)
            Aqui os três particípios fazem uma ligação direta entre profecia preditiva (declarando o resultado no início) e a intervenção divina na história (chamando do oriente uma ave de rapina). Como vários comentaristas têm notado, os três particípios se movem do geral para o particular para o específico. No primeiro exemplo, Deus conta em geral o que acontecerá no futuro. Ele pode fazer assim porque o futuro está totalmente formado por seus planos e desejos. Este é o mesmo ponto que foi feito no capítulo 14 concernente à Assíria (24-27). Os planos da Assíria para Judá eram realmente de pouca importância. São os planos do Senhor para a Assíria que a grande nação deveria ter prestado atenção (veja também 22.11; 37.26).

            Este pensamento é resumido nas afirmações no final do verso 11. A repetição serve para enfatizar a conexão inabalável entre a promessa e o cumprimento, entre a conversa divina e a ação divina. Este paralelismo sublinha novamente que a razão de Deus poder contar o que acontecerá é que o que acontece é apenas um completamento de seus eternos propósitos. (John Oswalt, The Book of Isaiah: Chapters 40-66 (Eerdmans 1998), 236-37).

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino

Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

TEXTOS DE PROVA ANOTADOS: UM CASO EXEGÉTICO PARA O CALVINISMO – IS 14.24-27



“O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei o assírio na minha terra e nas minhas montanhas o pisarei; então o seu jugo se apartará deles e a sua carga se desviará dos seus ombros. Este é o conselho que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Pois o Senhor dos exércitos o determinou, e quem o invalidará? A sua mão estendida está, e quem a fará voltar atrás?” (Is 14.24-27).
            Quando Deus promete fazer algo, o ouvinte pode estar completamente seguro de que isto acontecerá. A santidade de Deus garante a execução de seus planos, pois ele aposta sua santa reputação em suas promessas (Cf. juramentos sagrados semelhantes em Amós 4.2; 6.8; 8.7).

            A afirmação feita é a de que há uma conexão direta entre os planos e os propósitos de Deus e o que na verdade acontecerá. Isto contrasta com a inabilidade do homem de realizar os seus planos (Cf. 8.10; 46.10; Sl 33.9-11; Pv 19.21). 
            Os dois versos finais extrapolam os princípios em 14.24-25 e os aplica aos planos de Deus para o mundo todo. A comparação sugere que Deus faz planos soberanos não apenas para eventos específicos relacionados ao futuro da Assíria, mas também para toda nação da terra. Não há outra maneira para as coisas acontecerem neste mundo, nem escolhas secundárias, nem planos alternativos, a não ser os planos de Deus. Ninguém pode resistir à mão de Deus, e ninguém pode fazer a mão de Deus voltar atrás de fazer sua vontade. (G. Smith, Isaiah 1–39 (B&H 2007), 320-22.).
            Às vezes em Isaías uma declaração divina é sublinhada de uma forma particularmente enfática (cf. 5.9; 9:7; 37.32), e é assim aqui. O nome de Deus usado aqui combina com a declaração de seu propósito determinado (5.19) para nos assegurar que os assírios não podem sobreviver. Se tal Deus poderoso planejou esmagá-los, eles na verdade estão destruídos. Como se para reforçar essa certeza ainda mais, Deus fala da “minha terra” e “minhas montanhas”.
            A palavra profética aqui enuncia um importante principio geral que tem sido demonstrado tão contundentemente na ruína da Assíria: Deus é soberano sobre a história humana (v. 26). Todas as nações terão que se submeter ao seu julgamento. Este importante princípio teológico será visto em relação a outras nações — pequenas e grandes — nos oráculos que se seguem. Deus não é como um homem que faz planos e descobre que ele não tem poder para efetuá-los. A sabedoria perfeita e o poder absolutos encontram sua unidade em Deus. (REBC 6: 568-69). 
Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/annotated-prooftexts.html